Entenda
O que é o bolsonarismo?
Um fenômeno político que vai além de Jair Bolsonaro.
O bolsonarismo é um movimento político e social que se consolidou em torno de Jair Bolsonaro, especialmente durante a campanha presidencial de 2018 e seu governo, entre 2019 e 2022. Reúne diferentes grupos da sociedade brasileira, com pautas e motivações variadas, incluindo conservadorismo radical nos costumes, anti-esquerdismo, dúvida perante a legitimidade da democracia, instrumentalização da fé para fins políticos e valorização das Forças Armadas.
O movimento também se caracteriza pela forte identificação de parte de seus apoiadores com a figura de Bolsonaro, pela mobilização nas redes sociais e pela oposição a instituições e atores políticos vistos como adversários.
Um movimento que vai além dos partidos
O bolsonarismo não se limita a um partido político ou a uma candidatura. É um movimento que atravessa estruturas partidárias e reúne lideranças, organizações, grupos de apoiadores e redes de mobilização, principalmente virtuais.
As redes sociais e os aplicativos de mensagens desempenham um papel importante na circulação de narrativas, na formação de comunidades políticas e na organização de mobilizações. Essa capacidade de articulação permite que o bolsonarismo mantenha presença no debate público para além dos períodos eleitorais e das estruturas partidárias tradicionais.
Sua influência, contudo, não deve ser confundida com uma organização centralizada. O movimento reúne diferentes grupos e interesses, que nem sempre atuam de maneira coordenada.
Por que o bolsonarismo é uma questão democrática?
O debate sobre o bolsonarismo não se resume a divergências entre direita e esquerda. Uma questão central é a relação entre suas lideranças e as regras da democracia constitucional.
Em julho de 2022, Jair Bolsonaro reuniu embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada e fez afirmações que colocavam em dúvida a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Em junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Bolsonaro inelegível por oito anos, em decisão relacionada ao abuso de poder político e ao uso indevido dos meios de comunicação nesse episódio.
Esse episódio é um exemplo concreto de como o debate político ultrapassou a disputa entre programas de governo e passou a envolver a credibilidade das instituições eleitorais.
Para o MAB, a defesa da democracia exige respeito às eleições, às instituições, aos direitos fundamentais e às regras constitucionais, independentemente de quem esteja no poder.
O bolsonarismo é igual a toda a direita?
Não. A direita brasileira é plural e inclui correntes liberais, conservadoras, democrata-cristãs e outras tradições políticas. Ser de direita, defender valores conservadores ou criticar governos de esquerda não significa, por si só, ser bolsonarista ou rejeitar a democracia.
Da mesma forma, os apoiadores de Bolsonaro não formam um grupo homogêneo. Suas motivações, prioridades e posições variam.
É importante distinguir a crítica política legítima de condutas concretas que enfraquecem as instituições, desrespeitam direitos ou questionam as regras democráticas sem fundamento.
Por que existe o MAB?
O Movimento Anti-Bolsonarista nasce da oposição ao bolsonarismo e da defesa de princípios democráticos que consideramos fundamentais para o futuro do Brasil.
Defendemos eleições livres, respeito aos resultados eleitorais, instituições responsáveis e transparentes, direitos fundamentais, liberdade de expressão e convivência democrática entre pessoas que pensam diferente.
Somos uma iniciativa cívica, apartidária e plural. Queremos reunir pessoas de diferentes correntes políticas que compartilhem esses compromissos, sem exigir concordância em todas as questões econômicas, sociais ou culturais.
Nossa proposta não é substituir uma forma de intolerância por outra. É fortalecer a participação cidadã, o debate público baseado em fatos e o respeito às regras que permitem a existência de diferentes projetos políticos.
Nossa convicção é simples: divergências políticas são legítimas. A democracia precisa ser respeitada por todos.
Faça parte do movimento
A defesa da democracia não deve se limitar ao voto. Ela também depende da participação cotidiana dos cidadãos.
Se você compartilha desses princípios, inscreva-se no MAB e conheça as possibilidades de participar de debates, iniciativas cívicas, produção de conteúdo, pesquisas e atividades voluntárias.
